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  • Marilene Simioni

Transtorno do Espectro Autista - (Síndrome Asperger)


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é transtorno do neurodesenvolvimento infantil caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos, podendo apresentar também sensibilidades sensoriais. Esses comportamentos muitas vezes se manifestam pelo interesse intenso e focalizado em um assunto em particular; com movimentos corporais estereotipados como agitar as mãos; e uma sensibilidade aumentada a sons ou texturas. A qualidade de vida de muitas crianças e adultos pode ser significativamente melhorada por um diagnóstico precoce e a indicação de tratamento.

A Síndrome de Asperger é um transtorno do espectro autista, que no CID 9 está classificada sob o número 299.8 (outros transtornos invasivos do desenvolvimento) e na CID 10 está classificada sob o número F84.5 e cuja a definição é de um transtorno que tem anormalidades quantitativas na interação social recíproca típicas do autismo, junto com um repertório de interesses restrito, estereotipado e repetitivo. A diferença entre a Síndrome de Asperger e o autismo primário é que não há atraso da linguagem e do desenvolvimento cognitivo. As dificuldades persistem pela adolescência e vida adulta. Características Cognitivas Segundo Lynda e Michael Thompson (2009), as principais características da Síndrome de Asperger são: 1) Fala pedante e falta de modulação da prosódia (entonação da fala); 2) Honestidade e interpretação literal da linguagem 3) Dificuldade em interpretar o tom de voz, linguagem corporal e expressões faciais; 4) Dificuldade em desengajar a atenção e mudar o foco de uma situação para outra; 5) Vocação para profissões que requeiram lógica e pensamento analítico e sequencial; 6) Relacionamento melhor com adultos do que com pessoas da própria idade; 7) Compartilhamento de sintomas com o TDAH, com déficit de atenção e funções executivas 8) Apresenta crises de raiva quando frustrado; 9) Falta de imitação de comportamentos sociais, interpretação inadequada das ações dos outros e falta de empatia; 10) Falta de compreensão intuitiva do que os outros estão pensando e sentindo; 11) Falta de compreensão das mudanças de contexto das situações sociais; 12) Rigidez, movimentos repetitivos e comportamentos compulsivos; 13) Isolamento das situações sociais, vítima de bullying e interesses restritos, muitas vezes, não compartilhados com as pessoas da mesma idade; 14) Dificuldades com atenção dividida e alternada, planejamento, organização e inibição dos impulsos; 15) Ansiedade e depressão.

Neurofeedback e Autismo Não é novidade para ninguém que vivemos atualmente em um período de intensas modificações e desenvolvimento tecnológico. Na área da saúde, esse avanço tecnológico tem possibilitado o surgimento de novos instrumentos que auxiliam tanto no diagnóstico quanto no tratamento de diversas doenças. O neurofeedback é uma dessas inovações tecnológicas que, apesar de não ser muito conhecida, constitui uma ferramenta promissora para minimizar alguns dos sintomas de várias desordens neurológicas, psiquiátricas, psicológicas e do desenvolvimento, incluindo o autismo. Treino cerebral - Neurofeedback e autismo Coben, Linden e Myres (2009), afirmam que através do Neurofeedback as pessoas aprendem a inibir padrões de ondas cerebrais que são produzidas de forma excessiva (gerando efeitos negativos), diminuindo ou aumentando essas freqüências alteradas (produzindo efeitos positivos). Esses efeitos negativos estão relacionados aos sintomas presentes nos diversos problemas neurológicos, psiquiátricos, psicológicos e do desenvolvimento. Os efeitos positivos, por outro lado, dizem respeito à sensação de bem-estar decorrentes da minimização dos sintomas. No caso do autismo especificamente, estudos apontam que o uso dessa tecnologia podem melhorar alguns dos sintomas. Alguns estudos: · Revisão da literatura feita por Coben, Linden e Myres (2009) – estudos realizados entre 1995 a 2005 com pacientes autistas indicam melhora nas habilidades atentivas, no comportamento motor, impulsividade, na socialização, comunicação, desempenho acadêmico/escolar e etc.(Livre tradução). · Thompson, Thompson e Reid (2009) – O estudo realizado com pessoas que possuem a Síndrome de Asperger demostrou que o neurofeedback produz efeitos positivos, na medida em que ajudam a diminuir os sintomas de dificuldade de atenção e ansiedade, além de melhorar habilidades acadêmicas, intelectuais e sociais. (Livre tradução). Sichel, Fehmi e Goldstein (1995) - Esse estudo de caso realizado com um menino autista de oito anos revelou que após várias sessões de neurofeedback, o mesmo demonstrou melhoras significativas na comunicação (apesar de sua verbalização continuar limitada); passou a expressar mais afeição e estabelecer contato visual; passou a atentar e reagir à presença dos outros; apresentou melhoras no sono; diminuição dos sintomas de ansiedade, dos comportamentos estereotipados e dores de cabeça. Ele também passou a participar mais de brincadeiras que usavam a imaginação Técnica de Neurofeedback para auxiliar na Reabilitação - Funções Executivas e Atencionais O HEG é recomendável para transtornos que afetam o lobo frontal,e pré frontal tais como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade , déficits organização, planejamento, rapidez de raciocínio, e controle emocional, transtorno de personalidade entre outros. Auxilia no equilibrio das Funções Executivas e atencionais. HEG: utilizado a faixa infravermelha NIR que é indolor e não invasiva.


Através de uma luz infravermelha que fica em uma faixa-sensor colocada no córtex pré-frontal do paciente, detectamos o deslocamento do fluxo sanguíneos nos capilares até gerar os disparos dos neurônios - região executiva do cérebro área esta responsável pela organização, planejamento, rapidez de raciocínio, atenção concentração, motivação controle emocional. Controle dos impulsos verbais e comportamentais e memória operacional.

Com o treinamento semanal podemos auxiliar ao paciente aprender a controlar esse deslocamento sanguíneos proporcionando melhor concentração, auxiliando no tratamento de TDAH (transtorno de déficits de atenção e hiperatividade), transtorno de ansiedade, dificuldade para aprendizagem, etc.

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